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MORTE NO TRÂNSITO: Álcool e direção, uma mistura fatal

31/05/2020 ás 10:27:00

MAIO AMARELO

Assessoria de Comunicação
Fonte: Câmara Municipal de Cláudia-MT
Foto por: Divulgação

#MAIOAMARELO
 

CONFORME O DEPEVAT, EM 2018 FORAM 38.280 MORTOS E 228.100 FERIDOS EM ACIDENTES DE TRÂNSITO NO BRASIL

DADOS DO DETRAN-MT APONTAM QUE EM MATO GROSSO, ENTRE 2016 E 2018 FORAM REGISTRADOS 24.265 ACIDENTES DE TRÂNSITO, COM 1.928 MORTOS E 22.337 FERIDOS

FALTA DE ATENÇÃO É AINDA A PRINCIPAL CAUSA DOS ACIDENTES

 

O Brasil é o quinto país no mundo em mortes no trânsito, segundo a Organização Mundial de Saúde. E entre as principais causas para essas tragédias está uma mistura mortal: álcool e direção. Com a Lei Seca, que agora completa 12 anos, o número de brasileiros que perdem suas vidas em acidentes causados por embriaguez tem diminuído, mas as estatísticas ainda são alarmantes.

MATO GROSSO
Em Mato Grosso, em 2018, foram 1.143 mortes em acidentes. No ranking, Mato Grosso é o quinto estado com mais mortes no trânsito, perdendo apenas para São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.
Segundo o Detran-MT, no período de 2016 a 2018, foram registrados 24.265 acidentes de trânsito no Estado. Deste total foram 1.928 mortes e 22.337 não fatais.

NOS FERIADOS, CUIDADO REDOBRADO
O Observatório Nacional de Segurança divulgou que durante feriados prolongados o número de mortes no trânsito aumenta em 30%, e durante o Carnaval esse número tende a ser ainda maior.
E um dos principais problemas é que o motorista que ingeriu bebidas alcoólicas acredita que “está bem” para dirigir. Por isso é importante conhecer como a bebida age em nosso organismo.
O fato é que mesmo que pareça algo simples e automático, o ato de dirigir envolve ações complexas que exige do motorista senso de direção e decisões rápidas e precisas – o que fica comprometido se ele estiver sob o efeito do álcool, afinal, a bebida altera e compromete diversas percepções que são vitais no trânsito, como:
> O tempo de resposta do cérebro – pois a capacidade de julgamento e crítica é prejudicada e o condutor tem dificuldade em decidir como agir, ainda mais em poucos segundos, como requer uma situação de risco no trânsito.
> A visão periférica – periférica, que é a capacidade de perceber aquilo que está em volta do seu foco principal – ficando comprometida a noção de distância, por exemplo.
> A capacidade de identificar os riscos – pois o álcool tende a deixar o motorista mais eufórico e desinibido, e com isso ele acaba subestimando os limites de velocidade e os perigos aos quais está envolvido.
E mesmo diante dos números e das constatações de que a embriaguez é um risco gravíssimo, um número altíssimo de brasileiros admite dirigir após beber – segundo pesquisa realizada pela concessionária Arteris em rodovias brasileiras, mais de 30% dos brasileiros assumem esse risco.

LEI SECA
A Lei Seca foi criada em 2008 para fiscalizar os motoristas e garantir que não dirijam sob o efeito de álcool, e tem como objetivo diminuir os acidentes de trânsito causados pela embriaguez ao volante.
De acordo com o art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro, conduzir veículo após ingerir bebida alcoólica ou substâncias psicoativas é infração gravíssima e está sujeito à multa de R$2.934,70, e esse valor pode ser maior caso seja autuado mais de uma vez em menos de um ano. Mas pior que a multa é o fato de que dirigir alcoolizado também pode ser considerado crime, segundo o art. 306 do CTB.
Caso a concentração de álcool por litro de sangue seja igual ou superior a 6 decigramas, ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, é considerado conduta criminosa, e pode levar o motorista a uma pena de 6 meses a 3 anos de reclusão, ou mais, caso haja acidente com morte.
Ao dirigir sob o efeito de álcool, você não coloca somente a sua vida em perigo, mas também a das pessoas que estão com você, dos pedestres e de outros veículos que você vai encontrar pelo caminho.

BEBER E DIRIGIR: MISTURA MORTAL
Dirigir e beber está entre os cinco principais fatores de risco para a mortalidade no trânsito brasileiro. Ainda que o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) tenha endurecido as penas e punições para quem comete essa infração, muita gente opta por se arriscar na imprudência, colocar-se em situação perigosa e, pior, colocar a vida de outras pessoas em risco. De acordo com o Denatran, de cada motorista flagrado alcoolizado outros cem beberam antes de dirigir.
“Quando você bebe e pega o volante está assumindo o risco de matar deve ser tratado como criminoso e deve sofrer as consequências e penalidades por isso”, destaca José Aurelio Ramalho, diretor-presidente do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária.
Dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal) revelam, igualmente, que o número de condutores flagrados por ter ingerido bebida alcoólica e dirigir também aumentou em boa parte do país. Em 2015 mais de 40 mil pessoas foram flagradas pela PRF dirigindo embriagadas. Em 2016, até junho, foram 14,2 mil, segundo aponta levantamento realizado pela corporação.
Ainda segundo dados levantados pelo setor de Estatísticas do OBSERVATÓRIO, os homens são os que mais se envolvem nesse tipo de acidente, já que 20% admitem beber e dirigir e tem entre 25 e 34 anos. Porém a realidade aponta que esse número é bem

MULTA PESADA
De acordo com o CTB, a penalidade para quem dirige embriagado é de R$ 2.934,70. Outra penalidade prevista é a suspensão do direito de dirigir pelos próximos 12 meses. No caso de reincidência em menos de um ano, a multa será dobrada, chegando a R$ 5.869,40. Será enquadrado por crime o motorista que for flagrado conduzindo veículos com índice de álcool no sangue superior a 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido ou 6 decigramas por litro de sangue. A pena de detenção pode variar de seis meses a três anos, multa e suspensão da carteira de motorista ou proibição permanente de obter a habilitação.

SE BEBER NÃO DIRIJA
Não existem, segundo o OBSERVATÓRIO, alternativas que minimizem os efeitos do álcool no organismo. De acordo com a entidade, comer, tomar café ou banho, apontados por muitas pessoas como saídas para aliviar esses efeitos, não passam de simples mitos.
Assim como para os motoristas, ingerir doses excessivas de bebidas alcoólicas traz riscos também para os pedestres, uma vez que perdem reflexos, noção de tempo e de distância, podendo ser vítimas de atropelamento (ou até mesmo causa de acidentes).
“A única alternativa para quem deseja beber é voltar para casa de taxi ou de carona com quem não bebeu”, reforça Ramalho.
A combinação sono/cansaço/direção, assinala o OBSERVATÓRIO é causa de 50% dos acidentes nas rodovias.
“Qualquer morte no trânsito é inadmissível seja por qual motivo for. Este quadro de doença, de epidemia, vivido no trânsito brasileiro tem de ser revertido. E a mudança começa em cada um de nós, que não devemos dirigir se bebermos, nem usar o celular para ligações ou troca de mensagens de texto quando estivermos ao volante”, pondera Ramalho. “E além da já perigosa combinação de álcool e direção, temos também que destacar ainda que muitos condutores bebem e dirigem e, posteriormente, também manuseiam o telefone celular. Ou seja, uma conduta extremamente perigosa acaba se juntando a outra”, completa.

RANKING DE CAUSAS DE ACIDENTES NO TRÂNSITO
Eis o ranking das principais causas de acidentes em 2019, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal:
- Falta de atenção: 37,1% das ocorrências;
- Desobediência às normas de trânsito: 12%;
- Velocidade acima do permitido: 8,9%;
- Consumo de álcool: 8%.

Por Assessoria de Comunicação (Com informações do Detran-MT, PRF, DEPEVAT, Ministério da Saúde, OBSERVATÓRIO DE TRÂNSITO)

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